O que caracteriza e quais as consequências de ser uma pessoa otimista?

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O que é uma pessoa otimista? Se formos pensar nas atitudes dela, pensamos em alguém que está – em geral – de bom humor, ou que se recupera mais rapidamente de uma situação de estresse; ou então que sempre vê o lado positivo das coisas ou mesmo alguém que sabe fazer uma boa propaganda de si, mostrando como pode se sair bem em qualquer coisa.





O otimismo pode ser encarado enquanto um estado de humor, um conjunto de comportamentos e também pode ser visto como uma questão de estrutura de pensamento. Esta última perspectiva oferece uma vantagem interessante: se o otimismo apresenta-se com uma estrutura, então pode ser desenvolvido por qualquer pessoa, basta compreender qual a estrutura e a maneira pela qual aprendê-la.

Esta perspectiva é fruto das pesquisas do psicólogo norte americano Martin Seligman. Você poderá encontrar mais detalhes no livro “Aprenda a ser otimista”. Este livro contém informações sobre a pesquisa assim como a estrutura e algumas maneiras de aprendê-las. Neste artigo vou falar um pouco sobre isso para o leitor ter acesso.

Em primeiro lugar, o otimismo ocorre quando as pessoas conseguem ter uma perspectiva de tempo ampla sobre um evento positivo. Ou seja, existem pessoas que quando ocorre algo bom, conseguem imaginar este algo bom ocorrendo para sempre. Não de uma forma infantil, mas sim de uma maneira responsável que coloca o “bom” como algo possível para hoje, amanhã e depois, criando assim um futuro propulsor melhor do que o presente, ou no mínimo, tão bom quanto. Quem não fica de bom humor quando “sabe” que seu dia será bom?

Outra característica é que pensamento otimista conta com qualidades boas como intrínsecas da pessoa. Um otimista não foi bem na prova de matemática, ele “é” inteligente. Ao tomar um comportamento como uma característica a pessoa traça uma auto imagem assim como uma identidade que lhe “dá gosto” de ver, assim sendo, quando se olha no espelho vê coisas muito boas. Quem não fica de bom humor quando o cabelo está bonito? Agora imagine-se com o cabelo sempre bonito! E se não for só o cabelo, mas todo o seu ser? Promissor não?

Quando unimos estas duas características temos um pensamento estruturado no sentido de que coisas boas vão acontecer e que minhas características positivas são minhas e posso usá-las sempre que desejar. Mas ele não para aí. O otimista também tem uma maneira específica de lidar com situações adversas e com falhas.





Uma situação adversa é encarada como um evento localizado no tempo. Ao contrário dos eventos positivos, o otimista percebe algo ruim como uma situação que terá começo, meio e fim. Assim sendo, de uma forma ou de outra ele sabe que aquilo irá terminar. Não se trata de uma torcida, mas sim do fato de que esta certeza faz com que ele veja que o futuro será – novamente – melhor do que o presente, ou seja, trará o fim dos problemas. Bem melhor desse jeito não é?

Já com relação à falhas, por exemplo, o otimista não a leva “para o lado pessoal”, mas sim, trata como algo específico da situação. Ou seja, se ele vai mal numa prova, foi “naquela” prova que foi mal por não ter estudado ou ter dormido mal. A ideia é não pessoalizar a falha, não torná-la uma característica marota que poderá se manifestar quando bem entender avessa à minha vontade.

Enquanto psicólogo e pessoa o que acho mais interessante em estruturas é que o simples fato de compreendê-las já nos dá indícios do que fazer. Por exemplo, quando numa situação boa, visualizar um futuro com várias delas ocorrendo e quando estiver numa situação ruim, imaginar o dia – não muito distante – do fim disso tudo. Estar comprometido com a realização destas duas percepções e ainda, de quebra perceber como sua propriedade as características que o farão chegar lá. Esta é uma maneira que gosto de usar para trabalhar o meu otimismo.

Fazer um caderno de anotações com situações boas que ocorreram, com qualidades que você possui podem ajudar você a se tocar disso. Essa percepção é importante pois muitas pessoas aprenderam a focar apenas no negativo. Aprender a perceber um futuro promissor como algo real também é uma estratégia importante porque muitos não creem nessa possibilidade. Aprender a agradecer pelo que já ocorreu de bom é uma estratégia que ajuda muitas pessoas a começar a desenvolver esta característica.

Espero que tenham gostado das ideias, espero que leiam o livro, abraço!

About the Author Akim Rohula Neto

Akim Rohula Neto é natural de Curitiba onde nasceu e se criou. Descendente de russos e italianos desde cedo percebeu que as diferenças emocionais e na percepção de mundo podem trazer problemas e ser fonte de grande competências e conquistas. Realiza sua graduação em Psicologia na PUC-PR (1999-2003), no mesmo ano termina uma especialização em Psicologia Corporal no Instituto Reichiano (2000-2003) e em PNL (Programação Neurolingüística) com Leonardo Bueno (1999-2003). Mais tarde, sentindo a necessidade de uma compreensão maior sobre os fenômenos familiares busca no INTERCEF (2008-2010) a formação em Psicologia Sistêmica. Desde a graduação em 2004 trabalha com atendimento em psicoterapia para adolescentes e adultos e a partir de 2008 trabalha com casais e famílias. Além disso ministra palestras e workshops que visam o desenvolvimento de competências para desenvolvimento do auto domínio e da inteligência emocional.

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