Precisamos aprender a conversar

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Um bate-papo começa sempre com um intuito: entreter, se distrair, divertir, conhecer, aproveitar a companhia, matar a saudade ou convencer, exigir, demonstrar uma opinião. É importante saber o que se deseja comunicar, isto é, transmitir à outra pessoa. Às vezes, iniciamos um diálogo e acabamos nos perdendo em meio às próprias ideias, perdendo o “real motivo”, que fez com que começássemos aquela conversa. Assim, interrompemos assuntos ao meio e acabamos ficando muito mais confusos e propensos a mal entendidos.





Que tipo de relação você mantém com outra pessoa? Não falamos da mesma forma com nosso chefe, com o namorado (a), pais, amigos. A intimidade e a seriedade dessas relações são distintas e se expressam de variadas formas.
Quando estamos irritados com alguma coisa, é provável que a conversa seja improdutiva, da mesma forma que, quando estamos apaixonados, estamos propensos a ficarmos iludidos. É importante se lembrar de que, nos relacionamos a partir das imagens que construímos das pessoas, nunca as conheceremos totalmente, só algumas partes, através de nossa percepção, idealizações e expectativas.
Quanto mais conhecemos características boas e ruins, mais chegamos próximos da realidade. Por isso, geralmente, nos sentimos enganados e surpreendidos com as atitudes de pessoas que parecem não serem compatíveis com a parte delas que nós “conhecemos”. Interpretamos sinais, expressões, gestos e frases de acordo com nossas próprias vivências, que na maioria das vezes, diferem do sentido que o nosso interlocutor gostaria de ter nos transmitido. Além disso, determinados fatos nos marcam e lembramos de coisas que nem o outro se recorda de ter dito.





Da mesma forma, o local em que uma conversa ocorre também diz respeito ao intuito de determinado diálogo e os desejos implícitos (ou explícitos) neste, portanto, se ele vai ocorrer em um ambiente mais reservado ou público e se os interesses do seu interlocutor são os mesmos que os seus.
Há situações em que deixamos nossas opiniões e desejos de lado para não chatear o outro, acreditando que para ser feliz é necessário, muitas vezes, não dizer ou não resolver o que é preciso. Mas, quando guardamos um incômodo causado por uma situaçãonão encerrada, por exemplo, essa irritação fica “engavetada” e, de uma forma ou de outra, é expressa posteriormente. Esses incômodos são acumulativos e, em algum outro momento podem incidir em atitudes e comportamentos explosivos numa determinada situação particular que aparentemente não existem motivos, lógicos para tanta irritação.
Desta forma, acredito que toda discussão é necessária, deixar assuntos subentendidos não faz bem a ninguém. Contudo, devemos tomar cuidado para que a discussão seja dita de forma respeitosa e produtiva, pois, as palavras e ações que têm teor destrutivo, simplesmente não serão ouvidas e compreendidas, só causando mais hostilidade e irritabilidade.
Quando falamos exaltados, temos certeza de que é impossível não entender, ou seja, temos certeza absoluta sobre o quão claros estamos sendo no nosso recado. A reclamação dita já passou pela nossa cabeça mil vezes, mas conseguimos realmente expressá-la?





Sabendo que, as palavras são interpretadas de acordo com as nossas próprias vivências e o momento de cada um, é imprescindível o auto questionamento acerca do entendimento da pessoa a quem se dirige, para isso, é preciso saber se colocar no lugar do outro, ter empatia. Se perguntar “Como gostaria que isso fosse dito pra mim?”. Com certeza a sua resposta será: “De uma maneira gentil!”. Brigas acontecem, opiniões se divergem, esses acontecimentos são comuns no cotidiano.
Preocupar-se em como dizer e, não apenas, no que dizer, para assim despertar o melhor no outro, e não a sua raiva, rancor e influir em mágoas. Dizer claramente, propor uma solução, tentar explicar o ponto de vista de uma forma carinhosa, educada e empática para que assim eu, você e todos possam preservar as relações à nossa volta. Possibilitando assim evitar e também resolver muitos problemas que pareciam não ter solução antes de uma conversa amigável e produtiva!

About the Author Camila Prado

Oi, prazer! Sou Camila Prado, psicóloga, escrevo para o site como é pra você. Meu objetivo é contribuir para que você seja emocionalmente mais saudável, se sentir melhor consigo e resgatar sua autoconfiança; através do autoconhecimento e o desenvolvimento de novas formas de encarar e vencer os desafios.

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