Você Conhece o Efeito Pigmalião?

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Na história narrada pelo poeta romano Ovídio, Pigmalião era um escultor que se apaixonou por uma estátua que ele mesmo havia criado. George Bernard Shaw mais tarde pegou esse tema emprestado para produzir uma peça chamada Pigmalião, que mais tarde acabou se transformando em um musical no qual o personagem principal, chamado Higgins, se apaixona por uma florista, Cockney Eliza, e acaba se tornando obcecado por ela.





O assunto também chamou a atenção de alguns psicólogos. Em busca de uma explicação para o que chamou de Efeito Pigmalião, o psicólogo Robert Rosenthal descobriu que “Criar expectativas sobre alguém pode fazer com que essas expectativas se tornem reais”. Para provar esse efeito, Rosenthal, juntamente com seu co-autor, Lenor Jacobson, realizou uma pesquisa com alguns estudantes em uma escola da Califórnia no ano de 1965. Estes estudantes fizeram alguns testes que, supostamente, visavam identificar quais eram os alunos mais “desenvolvidos”, os que aprendiam com mais facilidade. Após a realização dos testes os professores receberam os nomes desses alunos (que realmente apresentaram um desempenho intelectual bem acima da média quando foram testados novamente no fim daquele ano).





O curioso é que esses alunos haviam sido selecionados aleatoriamente. Segundo Rosenthal, a única coisa que os diferenciava dos demais “estava na mente dos professores”. A investigação conduzida por Rosenthal e Jacobson comprovou que esse efeito age em todas as esferas, desde o mundo educacional ao militar e corporativo, ou seja, as expectativas criadas, seja na mente do professor, do treinador, do gerente ou de qualquer um que tenha expectativas sobre alguém, pode fazer uma enorme diferença no desempenho dessa pessoa.
Mas como uma expectativa maior pode levar a um melhor desempenho? Rosenthal descobriu que essas expectativas elevadas faziam com que os professores tratassem os alunos diferentemente dos demais em quatro formas bem específicas:

    1. Eles criaram um ambiente mais solícito e receptivo para aqueles alunos que “tinham um maior potencial”, e deixavam isso claro através de alguns sinais não-verbais, como por exemplo: um sorriso encorajador, um toque no ombro ou um aceno;
    2.  Eles passaram a ensinar os supostos ”alunos que tinham mais potencial” com mais empenho e passaram a dar mais material de estudo para eles, assim como ensinavam os assuntos mais difíceis de uma maneira especial;





  1.  Eles começaram a instigar esses alunos a participarem mais ativamente das aulas, como por exemplo, chamando-os a responder perguntas ou a darem suas opiniões sobre os assuntos tratados;
  2. Eles passaram a oferecer um feedback personalizado, que geralmente ia além de um simples “bom trabalho”; 

    Pode ser difícil alterar deliberadamente nossas expectativas sobre as outras pessoas. Entretanto, podemos mudar o nosso comportamento. Ao adotarmos o conjunto de comportamentos acima, poderemos aumentar o potencial de nossos filhos, alunos ou funcionários.

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