Mãe: Não se Culpe por se Sentir Exausta

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Eu estava me sentindo assim, cansada e estressada de tanto cuidar das minhas filhas. Queria ser a melhor mãe do mundo, achava que podia se dedicar a mim, ao meu trabalho e às minhas filhas sem me cansar, como resultado me tornei extremamente cansada e estressada. Comecei a me indagar se estava sendo uma mãe ruim. E descobri que as coisas não são bem assim. Aqui estão alguns dos motivos pelos quais você não pode se culpar por se sentir assim:





1. A maternidade é uma coisa difícil:

Este é o trabalho mais difícil que já tive. É o paraíso e o inferno ao mesmo tempo. Há muita coisa para ser feita,  você fica sem nenhum controle sobre a sua agenda, não existe feriados, podem acontecer várias crises emocionais e, principalmente, muitas noites de insônia.

2. Nem sempre estamos preparadas:

É como se você tivesse um emprego no qual não tem experiência alguma e precisa fazer tudo certo todos os dias, pois a vida e o bem-estar de alguém dependem de você.

3. Você não precisa fazer tudo sozinha:

Hoje em dia criamos nossas crianças da forma que quisermos, mas nas antigas sociedades tradicionais, como em algumas aldeias, toda a comunidade se envolvia no processo. Às vezes me sentia totalmente cansada, tinha orgulho e não queria dar o braço a torcer, mas hoje vejo que é melhor pedir ajuda quando estou me sentindo muito cansada.

4. Sempre nos colocamos em último lugar:





Cuidar de si mesma? O que é isso? Eu não perdi de vista as minhas próprias necessidades, elas simplesmente desapareceram da minha consciência. É como se eu  seguisse uma receita perfeita para me sobrecarregar. Lembre-se que para conseguir cuidar dos seus filhos, antes de mais nada, precisa cuidar primeiro de si mesma.

5. Temos uma tendência ao negativismo:

Como psicóloga, eu já sabia disso, mas me esqueci durante a minha maternidade. No tempo dos homens das cavernas, estávamos o todo tempo preocupados com o leão ou qualquer animal selvagem que poderia nos atacar e vivíamos com essa preocupação. Hoje em dia, na sociedade moderna, estamos seguros, mas o nosso cérebro ainda amplia os problemas mais facilmente do que as coisas que estão dando certo. Dessa forma perdemos as coisas boas da vida, como o sorriso do nosso bebê, a sensação boa de sentir o sol na nossa pele, etc. Temos que aprender a focar nesses momentos felizes para que a balança se equilibre.

6. Nos criticamos demais:

Eu colocava muita expectativa em mim mesma e ficava frustrada quando não atingia as minhas metas. Era muito dura comigo mesma, e quando era boazinha, o meu Capitão de Guerra interior ordenava para que eu continuasse rígida. Tirar uma pausa para mim mesma foi uma coisa que desenvolvi aos poucos e que me ajudou muito.

7. Não paramos um minuto:

É uma coisa boa se preocupar com os nossos filhos, mas quando esse cuidado é excessivo,isso acaba prejudicando tanto as crianças quanto nós mesmas. Cuidamos tanto deles que nos esquecemos de nós mesmas. Se pegarmos um pouco dessa preocupação e dirigi-la a nós mesmas, nos sentiremos amadas, revitalizadas e poderemos cuidar melhor de nossos filhos.

8. Às vezes perdemos um pouco do que somos:





A maternidade consumiu a minha vida. Parei voluntariamente de trabalhar e abracei a maternidade de todo coração. Mas acabei me sentindo perdida profissionalmente, financeiramente e conjugalmente. Sentia que não tinha mais valor para a sociedade, porque só contribuía para a minha família. Levou um certo tempo para recuperar o senso de quem eu era. Sei que às vezes parece impossível fazer qualquer outra coisa além da maternidade, mas é importante continuar fazendo as coisas das quais você gosta e tirar um tempo para você e seu parceiro.

9. Estamos quase sempre esgotadas:

Ao longo do tempo, as mães se tornam fisicamente, emocionalmente e mentalmente esgotadas: a força e a vitalidade se esvaem. O Psicólogo Rick Hanson cunhou a expressão “síndrome da mãe esgotada”, ele enfatiza que  é extremamente importante que recuperemos as forças para que possamos administrar bem o nosso papel como mãe.

10. Ficamos presas numa espiral de negatividade:

A maternidade, na maioria dos casos, traz uma inevitável sensação de cansaço e uma piora na saúde física. Mas sempre há um lado positivo, e somos nós as responsáveis pelo primeiro passo que servirá tanto para o nosso bem, quanto para o bem de nossas crianças. Elas precisam de pais afetuosos e cuidadosos, então é bom que cuidemos de nós mesmas, assim poderemos cuidar ainda melhor delas.
Temos que nos afastar da correria do dia a dia e dessa pressão de fazer tudo na hora, afinal, o que é mais importante, o seu bem estar, ou a sua lista de tarefas? Essa é uma escolha que temos de tomar diariamente. Quando percebi que estava me esforçando demais, que estava exausta demais e que isso não estava fazendo bem nem para mim nem para os meus filhos, procurei por ajuda e aos poucos a alegria foi voltando. Hoje não me sinto mais tão afetada por toda essa pressão que a maternidade traz.

Fonte: PsychCentral traduzido e adaptado por Psiconlinews

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